Cirurgia para Doença de Peyronie: quando é necessária?

Doença de Peyronie no Tatuapé com Urologista Especialista

Cirurgia para Doença de Peyronie

A Doença de Peyronie é uma condição que afeta um número significativo de homens, mas ainda é frequentemente subdiagnosticada, muitas vezes por tabu ou constrangimento em falar sobre saúde sexual masculina. Ela é caracterizada por uma curvatura anormal do pênis durante a ereção, que pode causar dor, dificuldade nas relações sexuais e impacto emocional importante.

Em determinados casos, a cirurgia torna-se a melhor opção de tratamento, especialmente quando há comprometimento funcional ou prejuízo significativo da qualidade de vida. Neste conteúdo, explicamos o que é a Doença de Peyronie, seus sintomas, estágios e quando a cirurgia é realmente indicada.


O que é a Doença de Peyronie?

A Doença de Peyronie ocorre devido à formação de placas fibrosas na túnica albugínea, tecido que envolve os corpos cavernosos do pênis.

Essas placas causam um enrijecimento localizado, resultando em curvatura peniana durante a ereção, que pode variar de leve a severa e, em alguns casos, impedir a relação sexual.
As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, mas os principais fatores associados incluem:
Microtraumas repetidos durante a relação sexual
Predisposição genética

Doenças autoimunes Processo natural de envelhecimento

Principais sintomas da Doença de Peyronie

Curvatura anormal do pênis, visível na ereção
Dor peniana, especialmente nos estágios iniciais
Nódulos ou áreas endurecidas palpáveis
Disfunção erétil, em alguns casos
Encurtamento do pênis, devido ao processo cicatricial

Estágios da Doença de Peyronie

Estágio agudo: dura de 6 a 18 meses, com dor e possível progressão da curvatura
Estágio estável: após cerca de 12 meses, quando a curvatura se estabiliza e a dor costuma desaparecer

Quando a cirurgia de Peyronie é indicada?

A cirurgia para Doença de Peyronie é considerada tratamento de última linha e só é indicada em situações bem definidas:
Doença estável por mais de 12 meses, sem progressão da curvatura
Deformidade significativa, que dificulta ou impede a relação sexual
Ausência de dor, já que a cirurgia não tem como objetivo tratar dor ativa
Falha dos tratamentos conservadores, como medicamentos, injeções intralesionais ou ondas de choque
A indicação deve sempre ser individualizada, após avaliação criteriosa com urologista especialista.


Opções cirúrgicas para a Doença de Peyronie

1. Plicatura Peniana
Indicada para curvaturas leves a moderadas, consiste na aplicação de pontos no lado oposto à placa fibrosa
para corrigir a curvatura.
✔ Técnica menos invasiva
⚠ Pode causar encurtamento peniano

2. Incisão ou Excisão da Placa com Enxerto
Indicada para curvaturas severas, envolve a abertura ou remoção da placa e colocação de um enxerto.
✔ Preserva o comprimento do pênis
⚠ Maior complexidade e risco de disfunção erétil ou alteração de sensibilidade

3. Implante de Prótese Peniana
Indicada quando a Doença de Peyronie está associada à disfunção erétil grave.
✔ Corrige a curvatura e restaura a rigidez
⚠ Procedimento definitivo e irreversível



Riscos e possíveis complicações para a Cirurgia de Doença de Peyronie

Como todo procedimento cirúrgico, existem riscos, que incluem:
Disfunção erétil
Alterações de sensibilidade
Correção incompleta da curvatura
Infecção ou complicações relacionadas a enxertos ou próteses
Esses riscos são minimizados com avaliação adequada e técnica cirúrgica especializada.

Tratamentos não cirúrgicos para a Doença de Peyronie

Antes da cirurgia, muitos pacientes podem se beneficiar de:
Medicamentos orais
Injeções intralesionais
Terapia por ondas de choque

Essas opções são mais eficazes principalmente no estágio agudo da doença.

A cirurgia para Doença de Peyronie é uma solução eficaz para casos selecionados, especialmente quando há deformidade importante e prejuízo da função sexual. No entanto, a decisão deve sempre ser tomada após avaliação médica especializada, baseada em evidências científicas.